Moradora da Ilha Leocádia, Maria da Silva destacou a importância da iniciativa para a comunidade.
“Fiquei muito satisfeita com essa ação. É uma oportunidade para cuidar da saúde e acessar vários serviços sem precisar sair do bairro. Esperamos que iniciativas como esta aconteçam com mais frequência na nossa comunidade, porque fazem diferença na vida das pessoas”, afirmou.
Durante a programação, foram oferecidos testes rápidos para hepatites virais e sífilis, orientações em saúde, aferição da pressão arterial, verificação da glicemia, imunização, atualização da caderneta de vacinação, atendimento do Balcão de Empregos da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda e serviços de isenção para emissão de documentos, em parceria com a Fundação Leão XIII.
O Programa Municipal de Saúde da População Negra tem como objetivo promover um atendimento cada vez mais humanizado, qualificado e acessível, assegurando o cuidado integral à população e respeitando as especificidades étnico-raciais. Entre as condições que recebem atenção prioritária estão a doença falciforme, hipertensão arterial, diabetes, hepatites virais e outros agravos que apresentam maior incidência entre a população negra.
Em Macaé, as ações estão alinhadas à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), que orienta estratégias voltadas à redução das desigualdades, ao fortalecimento das ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento, além do enfrentamento ao racismo como determinante social que impacta diretamente as condições de saúde. A coordenadora do Programa Municipal de Saúde da População Negra, Jessika Celestino, ressaltou que a mobilização representa um importante instrumento para ampliar direitos e fortalecer a cidadania.
“Mais do que oferecer atendimentos, esta mobilização reafirma o compromisso de Macaé com a construção de uma saúde pública mais equitativa. É fundamental ampliar o acesso à informação, às ações de prevenção, ao cuidado integral e à garantia de direitos, especialmente para as mulheres negras, reconhecendo que o racismo produz impactos concretos nas condições de saúde. A programação também presta homenagem ao legado de Tereza de Benguela, símbolo da resistência e da luta das mulheres negras na América Latina”, destacou.
Jessika enfatizou ainda que levar os serviços diretamente às comunidades é uma estratégia essencial para reduzir desigualdades e fortalecer o acesso da população ao Sistema Único de Saúde.
“Quando os serviços chegam aos territórios com maior vulnerabilidade social, eliminamos barreir as de acesso e aproximamos o cuidado de quem mais precisa. Essa descentralização fortalece o princípio da equidade previsto na Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e contribui para a construção de um SUS cada vez mais inclusivo, acolhedor e comprometido com a justiça social”, ressaltou.
A coordenadora acrescentou que a Secretaria Municipal de Saúde vem fortalecendo ações permanentes voltadas ao enfrentamento das desigualdades raciais, por meio da educação em saúde, da qualificação dos profissionais para o combate ao racismo institucional, do aprimoramento do registro do quesito raça/cor nos atendimentos, da integração entre diferentes políticas públicas e da ampliação das ações de promoção, prevenção e cuidado nos territórios prioritários.
A programação prossegue nos dias 4 de agosto, na Ingazeira, e 11 de agosto, no Lagomar, sempre das 9h às 17h. A iniciativa reúne diversos programas da Secretaria Municipal de Saúde, entre eles Hepatites Virais, IST, Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANTs), Saúde da Mulher, Saúde do Trabalhador e Saúde do Homem, além da participação da Fundação Leão XIII, da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda e da Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ampliando o acesso da população a serviços essenciais de saúde, cidadania e inclusão social.


