A secretária Municipal de Saúde, Simone Salles, abriu o encontro, com público formado por estudantes de cursos de Nutrição, profissionais da área da Saúde e professores.
“Agradeço à Gerência de Nutrição e Alimentação e à universidade pela parceria com as ações voltadas para a atenção primária à saúde. Este encontro é um ‘start’ para o nosso Agosto Dourado. O leite materno é o alimento mais seguro para o recém-nascido e que traz imunidade. É a primeira vacina do bebê, fora a construção de vínculo de afeto. Você nutrindo o seu filho, dando de si para ele. Isso não tem palavras para descrever. A amamentação pode reduzir muito as alergias alimentares. Este é um momento de troca para que tenhamos um Agosto Dourado em nossas unidades cada vez mais participativo”, disse.
“Quando a gente fala de aleitamento materno, estamos falando de uma luta contra a desigualdade, porque trata-se da diminuição da desnutrição, de menos doenças, de menos agravos e de menos mortalidade infantil. Quando a gente fala do aleitamento, a gente está falando da responsabilidade da mãe, mas também de toda a sociedade no apoio à mãe, sobre o que o homem ou o pai pode contribuir para facilitar e favorecer o aleitamento. Todos nós somos responsáveis neste processo do aleitamento”, ressaltou a secretária executiva de Atenção Básica, Daniela Bastos Silveira.
Ela salienta que o leite materno, não apenas previne doenças respiratórias na infância, mas também, na vida adulta, diminui o risco de diabetes, hipertensão e outras patologias. Também a gerente de Atenção Básica, Natália Antunes, ressaltou a importância do aleitamento materno.
“São 24 anos falando de amamentação. Agradeço a parceria com a universidade e com o HPM, onde há uma sala de amamentação. O melhor é o aleitamento materno. Que na oficina, ao final do evento, a gente aqueça e estimule o Agosto Dourado em nossas unidades”, reforçou.
“Vivemos uma simbiose. A universidade alimenta as unidades e as unidades alimentam a formação. São mais de 60 unidades de saúde envolvidas com o Agosto Dourado e com a promoção do aleitamento materno até os dois anos de idade. Todas as unidades têm um grupo de gestantes e, em algumas, a sala de acolhimento materno. As unidades são capacitadas na Estratégia Amamenta Alimenta Brasil, uma iniciativa do Governo Federal. Em Macaé, já temos cinco unidades que são Amigas da Amamentação. São elas: ESP-Visconde, a Gerência de Alimentação e Nutrição, a unidade mista do Bosque Azul, das Malvinas e da Ajuda. Em breve estas duas últimas unidades também terão a sala de acolhimento materno”, frisou a gerente de Alimentação e Nutrição, Gabriela Menezes.
“Reforçamos a importância do aleitamento materno desde a hora do parto, de forma exclusiva e depois continuada a partir da alimentação complementar. Como é bom ter este grupo grande aqui no auditório. O leite materno é o padrão ouro. É o primeiro alimento do ser humano. Então, a gente tem que cuidar deste alimento com muito carinho e com muita responsabilidade”, evidenciou a professora do Curso de Nutrição da UFRJ, Jane Capelli.
HPM Mãe
A presidente do Comitê de Aleitamento do HPM divulgou uma ação na praça Veríssimo de Melo, no dia 4 de agosto, e uma miniconferência, em 11 de agosto, no HPM, quando a aleitamento materno também estará em pauta.
“O aleitamento é o indicador mais forte para a saúde da nossa humanidade”, afirmou a médica pediatra e presidente do Comitê de Aleitamento Materno do HPM, Michele Thomaz.
Núcleo de Estudos sobre Amamentação da UFRJ
A coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Amamentação Materna e da Mulher (Nesan/UFRJ) e parceira na organização do evento, Fernanda Amorim Braga, destacou os desafios desta campanha.
“A parceria com a Prefeitura, através da Gerência de Alimentação e Nutrição, ocorre há mais de uma década. O Nesan foi fundado em 2017. A Gerência recebe nossos alunos do Curso de Nutrição e realizamos as nossas ações de extensão acadêmica, de pesquisa e de ensino nas unidades, de forma que isso colabora para a formação dos alunos em prática de território. Pretendemos inspirar não só profissionais, mas estudantes e toda a sociedade a se voltar para esta prática da promoção do apoio e proteção ao aleitamento materno. Quando fazemos um trabalho antecipado, temos um resultado melhor. No Brasil, até o sexto mês, há cerca de 46 a 47% das crianças amamentadas exclusivamente. O Brasil é signatário da meta global da Organização Mundial de Saúde (OMS) para atingirmos 70% das crianças em amamentação exclusiva até 2030”.


