“Ninguém pode caminhar sozinha e esse momento é de troca e tenho a certeza que todos sairão desse encontro com uma reflexão. Queremos saber o que as mulheres da comunidade surda vivem. Esse é um momento que elas podem falar e se expressar para que a gente possa entender a necessidade delas, seja para atendimento na área de saúde, na escola de seus filhos, em uma delegacia no trabalho fora”, ressaltou.
A representante da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados de Macaé (OAB), Marcela Machado, disse que como mãe atípica de um autista com 13 anos de idade, se sente feliz em participar do encontro.
“Quero conhecer as necessidades de vocês e quero estudar para aprender e contribuir para que todos sejam incluídos na sociedade e tenham seus direitos”, disse.
A assessora do Centro de Surdos de Macaé (CESMA), Leila Lima, disse que aprendeu o sinal de Libras por conviver com seu pai surdo. Ela contou que desde os três anos de idade aprendeu a se comunicar.
“Eu ainda estou aprendendo e por esse motivo estou no CESMA, para poder ajudar, principalmente as mulheres. Nós queremos oferecer aulas de corte, costura e culinária. Para auxiliar melhor, também estou estudando psicanálise. Os surdos de Macaé têm muito a conquistar e são poucos intérpretes em Libras e isso pode causar muitos transtornos na comunicação delas no seu dia a dia”, disse.


