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Simpósio orienta escolas sobre fluxograma e medidas de proteção – Notícias de Itaperuna e Região

O 1º Simpósio sobre Orientações do Fluxograma e Medidas de Proteção foi promovido, nesta terça-feira (27), pela Secretaria Municipal de Educação. A iniciativa é voltada ao fortalecimento das políticas públicas e das práticas preventivas no ambiente escolar. O evento, realizado na Cidade Universitária, reuniu equipes gestoras e orientadores educacionais das unidades escolares da rede municipal, além de representantes de diversos órgãos que compõem a rede de proteção das crianças e adolescentes.
O secretário de Educação Básica, Adalmir Cardoso, destacou que o simpósio representa um passo importante na implementação do fluxo de trabalho, especialmente no que diz respeito à garantia do direito à proteção e ao cuidado dos alunos.

“A unidade escolar, muitas vezes, é o primeiro ponto de contato onde identificamos possíveis fragilidades na proteção dos direitos das crianças e adolescentes. Por isso, é fundamental que, enquanto rede, tenhamos um trabalho unificado. Estamos empenhados em garantir os direitos de nossos alunos e profissionais”, frisou o secretário.

A coordenadora de Diversidade e Inclusão, Nelita Geny Mendes de Araújo, ressaltou que o simpósio teve como objetivo principal orientar sobre a correta aplicação do fluxograma institucional, que trata dos atos infracionais e indisciplinares, além de abordar as medidas de proteção frente às diferentes formas de violência que podem ocorrer no contexto educacional, como violência física, psicológica, sexual, patrimonial e institucional.
Para a coordenadora de Educação Social e Segurança Escolar, Vivianni Acosta Calil, o encontro representou a materialização de um trabalho construído de forma coletiva ao longo de 2025.

“Foram diversas reuniões, escutas e alinhamentos com a rede de proteção até que esse fluxo saísse do papel e chegasse à prática. Este simpósio simboliza um avanço importante: transformar diálogo em ação concreta, fortalecendo a escola como espaço de cuidado, proteção e responsabilidade compartilhada”, frisou.

A programação apresentou procedimentos, diretrizes e encaminhamentos que buscam padronizar as ações das escolas, assegurando maior segurança jurídica, proteção integral aos estudantes e alinhamento às normativas vigentes. A proposta é qualificar o atendimento às situações de conflito e vulnerabilidade, promovendo uma atuação preventiva, responsável e integrada entre os diversos setores que compõem a rede de proteção.
O encontro contou ainda com a participação de representantes dos seguintes órgãos: Polícia Militar, sargento Bem-Vindo; Polícia Civil, Felipe Fagundes; Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), subtenente J. Francisco; Coordenadoria de Apoio Preventivo e Educativo (Cape), coordenadora França; Conselhos Tutelares, Sandra de Nazaré (CT II) e Andreia Calil (CT III); e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Eliana Feres.

Debates
O público-alvo participou da construção do Plano de Ação Intersetorial e do painel “Segurança e Proteção no Contexto Escolar”, que abordou de forma integrada a atuação da rede de proteção e da segurança pública, com a participação do Ministério Público, Polícia Militar, Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), Coordenadoria de Apoio Preventivo e Educativo (Cape) da Guarda Municipal e Polícia Civil. Também foram debatidos eixos como responsabilidades institucionais, fluxos de comunicação e integração entre educação e segurança pública.
O painel “Articulação Intersetorial no Território” reuniu representantes dos Conselhos Tutelares, das secretarias de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Acessibilidade e de Saúde, além do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDDCA) e da Central de Regulação de Ambulâncias 192. O debate destacou a articulação entre educação, segurança, saúde e assistência social, bem como os desafios práticos e as estratégias para o fortalecimento da rede no território.
Os trabalhos também abordaram o fluxograma de atendimento e a saúde mental no ambiente escolar. Na oportunidade, foi apresentado o passo a passo diante de situações de ato infracional, indisciplina e casos que demandam medidas de proteção, esclarecendo os encaminhamentos corretos, as responsabilidades de cada setor e o papel da escola nesses processos.
Outro destaque foi a orientação sobre saúde mental e manejo da desregulação emocional, com diretrizes sobre o atendimento inicial no contexto escolar, quando e como acionar a rede de saúde mental, além dos cuidados necessários tanto com os estudantes quanto com os profissionais da educação.

Thiago Reis
Estudante de jornalismo, atua sob supervisor Editor chefe. Cobre Itaperuna, interior do Rio, times do Rio.