“A iniciativa do órgão de defesa do consumidor de Macaé segue um movimento nacional, impulsionado pela Advocacia-Geral da União (AGU), que identificou inconsistências no repasse das reduções de preços de combustíveis. A AGU levantou a suspeita de que distribuidoras e revendedores podem não estar ajustando seus preços proporcionalmente aos reajustes feitos pelas refinarias, prejudicando diretamente o bolso do consumidor, além de indícios de “práticas anticoncorrenciais” na formação dos preços da gasolina e de óleo diesel ao longo da cadeia de abastecimento de combustíveis, principalmente na distribuição e revenda de combustíveis”, explicou Celso.
Ele acrescentou ainda que caso sejam apuradas irregularidades, além das sanções administrativas, os fatos serão encaminhados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), à Polícia Federal, à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e ainda à Procuradoria Nacional da União de Patrimônio Público e Probidade, unidade da AGU vinculada à Procuradoria-Geral da União (PGU).
“É fundamental que o consumidor macaense pague um preço justo pelo combustível. Nossa equipe estará nas ruas fiscalizando, verificando notas fiscais de compra e venda, e comparando os preços praticados com as tabelas das refinarias”, afirmou o secretário, Celso Mussi.
“Não vamos tolerar qualquer prática abusiva que lesa o direito do consumidor”, completou.
Durante as fiscalizações, o Procon/Macaé estará atento a diversos pontos, incluindo:
Repasse dos Preços: A principal verificação será se as reduções de preços nas refinarias estão sendo efetivamente repassadas aos consumidores.
Informação clara: A visibilidade e clareza dos preços nas bombas, além da transparência nas informações sobre a procedência e qualidade do combustível.
Qualidade do Combustível: Embora não seja o foco principal, eventuais denúncias sobre a qualidade do combustível também poderão ser verificadas em parceria com órgãos competentes.
O Procon/Macaé alerta que, caso sejam encontradas irregularidades, os postos de combustíveis poderão ser autuados e multados, além de estarem sujeitos a outras sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.
A população pode e deve continuar colaborando com o Procon/Macaé, denunciando irregularidades e preços abusivos. As denúncias podem ser feitas diretamente de forma presencial na sede do órgão, localizada na Avenida Presidente Sodré nº 466 – térreo – CEALO, Centro, pelo atendimento telefônico (22 ) 2759-0801 ou via e-mail: [email protected]


