A Prefeitura de Macaé promoveu, na manhã desta sexta-feira, um encontro com moradores do bairro Fronteira, impactado pela ressaca que atingiu o litoral da cidade durante a semana. Na reunião, representantes do município apresentaram as ações de monitoramento, assistência habitacional e acompanhamento social realizadas de forma permanente na região, historicamente afetada pela erosão costeira.
Na última quarta-feira, a água do mar atingiu alguns imóveis — a maior parte deles já interditada. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a pedido da Prefeitura, em 2024, indicou a retirada das moradias da área de risco como medida necessária para garantir a segurança das famílias. A análise apontou o recuo de cerca de 30 metros da área costeira e a necessidade da realização de um novo estudo para avaliar as alternativas que poderão ser adotadas nas etapas seguintes. A realização desse novo estudo está sendo avaliada pelo Município.
“É fundamental que essa área esteja desocupada para que possamos avançar para as próximas etapas. A Defesa Civil atua com a prerrogativa de salvar vidas, de tirar as pessoas de áreas de risco — tanto antes de acontecer um fenômeno de ressaca quanto durante”, ressalta Joseferson Florêncio.
Com base nos dados técnicos, a Defesa Civil atua na desocupação das áreas de risco e na demolição de imóveis interditados, quando necessária. Atualmente, 270 famílias recebem Aluguel Emergencial e cerca de 30 são atendidas pelo Auxílio Emergencial por meio da Secretaria Executiva de Habitação.
“Estamos aqui para assegurar que nosso objetivo é zelar pela segurança das famílias e garantir que elas possam estar em um local habitável e seguro”, explica a secretária Ana Lúcia.
O município também mantém o Programa de Compra Assistida, que possibilita a realocação definitiva de famílias que vivem em áreas de risco — um trabalho que também conta com os esforços da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.
O diálogo entre o poder público, as lideranças comunitárias e os moradores também foi apontado como fundamental para a continuidade das ações na região.
“Nós, liderança do bairro, Prefeitura e moradores, temos que andar juntos. Se não chegarmos a um consenso, o trabalho não vai avançar. Precisamos construir um entendimento entre todas as partes”, afirmou José Rodrigo Vicente Paes, vice-presidente da Associação de Moradores da Fronteira.
Estiveram presentes Joseferson de Jesus Florêncio, secretário de Defesa Civil; Santiago Borges de Almeida Gomes, secretário de Infraestrutura; Ana Lúcia Ribeiro da Conceição, secretária de Habitação; Nayara Ribas de Oliveira, secretária de Assistência Social; e Rodrigo da Silva, secretário executivo de Serviços Públicos; além do vereador Rond Macaé e de representantes da associação de moradores do local.

