Os poetas da Academia Macaense de Letras: Rildo Loureiro, Conceição de Maria Rosa, Tay Joventino, Andréa Pessanha e Aurora Pacheco participaram do sarau, além da Banda Pra Maria, um coletivo musical familiar nascido no bairro macaense Botafogo. A Banda Pra Maria é formada por Chris Guimarães (vocal), Fernando Guimarães (bateria), Hygor Carvalho (percussão), Eduardo Frota (percussão), Nilson Leopoldino (cavaco) e André Araújo (pandeiro). A idealizadora do grupo dedicado ao resgate do samba raiz e das músicas sacras das religiões de matriz africana é Maria Erli Mendonça.
O nome da banda reverencia as matriarcas ancestrais presentes nas famílias brasileiras. Segundo a idealizadora, as Marias sustentam a memória, a fé e a cultura ao longo das gerações. O show foi aberto por uma Ramunha para comunicar o início do ‘Xirê’. Os poemas declamados abordaram temas como a condição do negro no país, a discriminação, a superação da mulher negra, além de religiosos e pessoais.
“A Banda Pra Maria tem um propósito muito interessante, um samba de louvação às raízes espirituais africanas do candomblé. Os poetas apresentaram suas obras autorais, alguns com uma relação maior com a poesia Slam (batalha de poesia falada) e outros voltados para a poesia escrita. O poeta Rildo Loureiro contou a história do terreiro macaense que completa cem anos e de Dona Doca, que abriu o terreiro em 1926”, ressalta o produtor cultural, curador de projetos e da Galeria Hindemburgo Olive da Secretaria de Cultura de Macaé, Gerson Dudus.


