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Personalidades Históricas Página Inicial

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POLÍTICO

Antônio Barbosa Buarque de Nazareth

"Dentre os candidatos reconhecidos por ambos os partidos, encontrava-se o advogado, Dr. A. Buarque de Nazareth, cujo nome figurou na chapa da oposição, e que havia aportado a estas plagas há quatro anos, e timbrava em dizer que não era político, entretanto manobrou de tal forma, que ficou com os dois partidos...
DR. BUARQUE DE NAZARETH

No ano de 1896, aportou a esta cidade, o advogado Antônio Barbosa Buarque de Nazareth, filho do Estado de Pernambuco, aqui montando o seu escritório de advocacia, para algum tempo mais tarde ingressar na política, pela mão do Coronel Macário Garcia, como candidato a uma vaga ao cargo de vereador geral, tendo como competidor o
Coronel Tolentino Rodrigues França, que o derrotou, cuja eleição foi anulada em grau de recurso pelo Tribunal da Relação. Dois anos depois, foi eleito vereador, sendo escolhido para presidente da Câmara, em virtude de um acôrdo que congrassou a política do Município. Desde então, o Sr. Buarque de Nazareth foi sempre reeleito até 1908, quando foi substituido pelo Coronel Antônio Ferreira Rabello - o Cadete -, em virtude da cisão Nilo Peçanha - Alfredo Backer. Com a ascensão ao poder do presidente do Estado, Dr. Oliveira Botelho, voltou o Sr. Buarque de Nazareth a dirigir os destinos do Município, até que foram criadas as prefeituras, passando êste político a exercer a dêste Município, por si e pelos seus prepostos, até o ano de 1919, quando foi apeado do poder pelo Presidente do Estado, Dr. Raul Veiga. Antes dêsses acontecimentos, o Sr. Buarque de Nazareth, acumulava as funções de chefe político e administrador, com os cargos de Deputado Estadual, e mais tarde, Deputado Federal, abandonando o Município, para residir em Niterói, descurando, por completo, dos interêsses regionais, os quais estiveram acéfalos durante longos anos, de modo que, de sua gestão, não encontrou o historiador nenhum beneficio feito à coletividade, para registrar, que pudesse recomendá-lo à gratidão dos itaperunenses.

Apeado das posições oficiais, voltou o Sr. Buarque de Nazareth a advogar, em companhia de seus filhos, Drs. Caio e Ruy, aguardando uma nova oportunidade para dominar o Município, sem esfôrço nem sacrifício."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Custódio Gonçalves Vieira

"Exercendo o cargo de Vice-Presidente da Câmara, teve que assumir a Presidência, na ausência do efetivo, que vivia na Capital do Estado, o Coronel Custódio Gonçalves Vieira, que residia no distrito de Santo Antônio de Porciúncula, onde era fazendeiro e gozava de real prestígio político.

Embora transitória sua passagem pelo govêrno municipal, o Coronel Custódio Gonçalves deixou a sua gestão assinalada por um grande melhoramento público, qual o de dotar o Município de luz e fôrça elétricas. Por essa ocasião o Coronel Custódio Gonçalves revelou grande fôrça de vontade aliada a remarcado prestígio político, que bem mereceu um registro especial para que as gerações de amanhã saibam quais foram os homens públicos do passado que prestaram serviços ao Município.

Tendo conhecimento, em Niterói, o Presidente da Câmara, Dr. Buarque de Nazareth, de que fôra aprovado, em sessão, por esforços do Coronel Custódio Gonçalves, a instalação de luz e fôrça e elétricas, no Município, regressou imediatamente a esta cidade, vetou a deliberação da Câmara, nos seguintes têrmos: - "Volte à Câmara - dizendo sôbre a petição da Comp. Viação, Luz e Fôrça de Minas Gerais, a Comissão de Indústria, Viação e Obras Públicas não terminou o seu parecer por um projeto, que, sujeito à discussão e votação da Câmara, pudesse, mais tarde, ser transformado em lei. Os projetos e deliberações da Câmara tem fôrça determinada pelo art. vinte e quatro do Regimento Interno. A prorrogação implica dispensa da multa de um conto de réis, prevista na cláusula terceira do contrato. Sôbre a proposta, porém, não foi ouvida a Comissão de Orçamento, Fazenda e Patrimônio. - A deliberação da Câmara que autorizou o presidente a fazer o contrato, está, justamente com êste, sujeita à aprovação da Assembléia Legislativa.

A atual deliberação, aprovando o contrato, coloca-se em antagonismo com a precedente. - A emprêsa requerente pediu à Câmara um favor: a prorrogação de um prazo. Melhor consultaria aos interêsses do município a deliberação que, deferindo o pedido, cogitasse da melhoria das cláusulas do contrato suscetíveis de tal. - Na cláusula nona da escritura, de quatro de novembro do ano p. findo, foi convencionado que seria competente para impôr multas aos concessionários, o Presidente da Câmara, com recurso para a Câmara. No regime atual, de completa Independência entre o órgão executivo e o corpo legislativo, não é jurídico êste recurso de tais atos do presidente para a Câmara Municipal. É uma velharia que desapareceu com a Reforma Constitucional e lei número 624-A, de 18 de novembro de 1903. Julgando incoveniente esta resolução, de acôrdo com o art. 30 da citada Lei n.º 624-A, nego-lhe sanção. Paço da Câmara Municipal de Itaperuna, em dezenove de novembro de mil novecentos e doze. (a) Antônio Barbosa Buarque de Nazareth".

Não se conformando com êsse veto, o Coronel Custódio saiu a campo e, de tal modo se conduziu, que os vereadores se colocaram ao seu lado, rejeitando o veto, por unanimidade. Ao Coronel Custódio, portano, seja feita a justiça, de lhe dever o Município, êsse grande melhoramento. Foi relator do veto, o Dr. Antônio Cavalcanti Sobral, que o combateu, aduzindo palavras de alta significação em favor dêsse melhoramento. Votaram pela rejeição do veto, os vereadores Coronel Antônio Ferreira Rabello, Dr. Antônio Cavalcanti Sobral, Coronel Manoel Ignácio dos Reis, Coronel Custódio Gonçalves Vieira, Capitão João Carlos Machado e Coronel João Catharina Júnior. Deixaram de comparecer a essa sessão, os vereadores, Coronel Nicolau Bastos Filho e Coronel Francisco Teixeira de Oliveira. Com a rejeição do veto, pôde o Município ter luz e fôrça elétricas, em 1914, nos principais distritos, Itaperuna, Natividade do Carangola e Porciúncula.
O Coronel Custódio Gonçalves era mineiro de nascimento, porém, radicado em Santo Antônio de Porciúncula; ali constituiu família, conseguindo acumular muitos bens de fortuna, com o seu trabalho honrado, falecendo aos 65 anos de idade, cercado de sua numerosa prole e do respeito de seus concidadãos."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Francisco Teixeira de Oliveira

"Embora transitória sua passagem pelo govêrno municipal, o Coronel Custódio Gonçalves deixou a sua gestão assinalada por um grande melhoramento público, qual o de dotar o Município de luz e fôrça elétricas. Por essa ocasião o Coronel Custódio Gonçalves revelou grande fôrça de vontade aliada a remarcado prestígio político, que bem mereceu um registro especial para que as gerações de amanhã saibam quais foram os homens públicos do passado que prestaram serviços ao Município
Deixaram de comparecer a essa sessão, os vereadores, Coronel Nicolau Bastos Filho e Coronel Francisco Teixeira de Oliveira. Com a rejeição do veto, pôde o Município ter luz e fôrça elétricas, em 1914, nos principais distritos, Itaperuna, Natividade do Carangola e Porciúncula.
Exerceu o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal de 1889 a 1956."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Ten. Eduardo Antônio da Silva Gatto


"Presidiu à Intendência durante alguns meses, o Tenente Eduardo Antônio da Silva Gatto, cuja situação de detentor precário do govêrno municipal não lhe permitiu deixar benefícios de sua passagem pela administração, entretanto, de sua gestão na aplicação dos dinheiros públicos, nada se disse que o desabonasse. O Tenente Eduardo Gatto residiu por longos anos em Laje do Muriaé, onde era fazendeiro abastado. Durante muito tempo exerceu cargos de autoridade policial, a contento de seus concidadãos. Era uma autoridade enérgica, inteligente, não gostando de praticar violências, por isso, gozava de alto conceito, estima e elevado círculo de relações. Foi chefe político monarquista, de grande prestígio, entre os fazendeiros, na sua política de conservador escravocrata. Proclamada a República, retirou-se à vida privada, para voltar à atividade política, por ocasião do rompimento do Dr. Costa Azevedo com o governador Portela, caindo com êste, quando deposto, e voltando ao ostracismo, de onde não mais saiu até a sua morte.
Concorreu grandemente para a fundação dêste Município, sendo um dos seus maiores beneméritos."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Antônio Cavalcante Sobral

"Dr. Antônio Cavalcanti Sobral (re-eleito 2 vêzes)- exerceu o cargo de vice- presidente da Câmara em alguma parte no período de 1889 a 1956. O 2º ofício, durante a sua existência, teve os serventuários seguintes, (pela ordem): José Izidro Garcia de Freitas, Francisco Antônio da Silva Lobo, Antônio Garcia Filho, Waldemar Corrêa de Moura Dr. Antônio Cavalcanti Sobral, Georgino Dutra Werneck, José Flausino da Silva, Admardo Guimarães Rabelo e o atual."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Dr. José Joaquim de Cerqueira

"Sucedeu ao Tenente Eduardo Gatto, na Presidência da Intendência Municipal, o Sr. José Joaquim de Cerqueira, fazendeiro no distrito da Laje do Muriaé, que não pôde cuidar da administração do Município, devido à luta política que se travara no último período do govêrno Portela, em cuja queda fôra arrastado. A sua atitude violenta assumida ao lado do govêrno, levou-o a excessos que o incompatibilizaram com a opinião pública vencedora. Deposto pelo movimento revolucionário de 10 de dezembro de 1891, recolheu-se à sua fazenda, abandonando definitivamente a política, da qual foi - vale dizer - sempre refratário, para morrer anos depois, cercado do respeito e estima de seus concidadãos, deixando uma grande prole."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Manoel Ignácio dos Reis

"Embora transitória sua passagem pelo govêrno municipal, o Coronel Custódio Gonçalves deixou a sua gestão assinalada por um grande melhoramento público, qual o de dotar o Município de luz e fôrça elétricas. Por essa ocasião o Coronel Custódio Gonçalves revelou grande fôrça de vontade aliada a remarcado prestígio político, que bem mereceu um registro especial para que as gerações de amanhã saibam quais foram os homens públicos do passado que prestaram serviços ao Município Tendo oonhecimento, em Niterói, o Presidente da Câmara, Dr. Buarque de Nazareth, de que fôra aprovado, em sessão, por esforços do Coronel Custódio Gonçalves, a instalação de luz e fôrça e elétricas, no Município, regressou imediatamente a esta cidade, vetou a deliberação da Câmara, nos seguintes têrmos: - "Volte à Câmara - dizendo sôbre a petição da Comp. Viação, Luz e Fôrça de Minas Gerais, a Comissão de Indústria, Viação e Obras Públicas não terminou o seu parecer por um projeto, que, sujeito à discussão e votação da Câmara, pudesse, mais tarde, ser transformado em lei. "

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Antônio Ferreira Rabelo

"Político de grande prestígio no Município, e especialmente, no distrito de Natividade do Carangola, onde viveu durante a sua longa existência, até os seus últimos momentos, foi o Coronel Antônio Ferreira Rabello, por vêzes, vice-presidente da Câmara Municipal de Itaperuna, sendo, em 1908, eleito seu presidente, cargo êsse, que exerceu durante o govêrno do Dr. Alfredo Backer. A despeito da agitação política, que convulsionou o Município, durante a sua administração, o Sr. Ferreira Rabello não descurou dos interêsses públicos, tendo deixado de sua passagem pelo govêrno municipal, grandes benefícios disseminados pelos distritos, os quais, lhe granjearam, ainda mais, a estima do povo agradecido. Patriota, desde o verdor dos seus anos, Ferreira Rabello, apresentou-se voluntàriamente para defender o Brasil na guerra do Paraguai, tendo tomado parte em muitos combates, em um dos quais foi grave. mente ferido por uma bala, que, penetrando-lhe na côxa, se encravara no ôsso, para, com ela, descer à sepultura, quando faleceu, já em idade provecta. Encerrada a sua gestão administrativa, Ferreira Rabello passou a chefia do seu partido ao seu ilustre genro, Dr. Tancrêdo Lopes, recolhendo-se à vida privada, onde a morte o colhera aos 81 anos de idade, no dia 18 de janeiro de 1927, sendo os seus preciosos restos mortais recolhidos ao jazigo da família Lannes Rabello, no cemitério de Natividade do Carangola."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Assis Ribeiro

"Francisco de Assis Ribeiro dos Santos foi um dos mais fortes sustentáculos para a criação do Município de Itaperuna, do qual foi vereador republicano ainda no regime monárquico e primeiro presidente da Câmara, quando de sua instalação a 4 de julho de 1889, cujo nome foi dado, muito justamente, a uma das principais vias públicas de Itaperuna: a "Rua Assis Ribeiro

FAMÍLIA SANTOS SILVA

Tronco: Alferes Joaquim Ribeiro dos Santos e Silva - D. Maria Constância de Jesus da Silva:
Filhos: Joaquim Ribeiro dos Santos e Silva (advogado), casado com D. Maria Silva; Francisco Ribeiro dos Santos e Silva, casado com D. Francisca Silva; Francisco de Assis Ribeiro dos Santos (engenheiro) casado D. Jacinta Ribeiro de Castro Santos; D. Emerênciana Constança Machado, casada com Simplício Machado. Os casais Francisco de Assis Ribeiro dos Santos - D. Jacinta Ribeiro de Castro Santos e Simplício Machado - D. Emerênciana Constança Machado não deixaram filhos ASSIS RIBEIRO

A primeira Câmara Municipal dêste Município, então São José do Avaí, foi presidida pelo Sr. Francisco de Assis Ribeiro dos Santos, coproprietário da tradicional e progressista fazenda da Barra de São Domingos. Cidadão íntegro, honesto e inteligente, Assis Ribeiro revelou-se um administrador de invulgar capacidade, tendo-se mantido no govêrno do Município com grande elevação de vistas, cuja administração foi um exemplo de honestidade e justiça. Republicano histórico, Assis Ribeiro tornou-se figura de remarcado destaque entre os seus correligionários, gozando de um prestígio sem precedentes, do qual nunca se aproveitou para si ou para os seus. Surpreendido pela morte, no apogeu do seu prestígio, Assis Ribeiro faleceu relativamente moço, deixando um passado que é um modêlo de virtudes cívicas e um nome que ainda hoje é lembrado com respeito e admiração. Era, pois, de justiça que Itaperuna cultuasse a sua memória, rendendo-lhe uma homenagem que relembrasse os seus grandes serviços prestados ao Município em formação e servisse de estímulo às gerações vindouras, no culto à memória de seus grandes homens. (Nota do responsável por esta publicação: Felizmente, o Poder Público de Itaperuna, deu o nome dêsse itaperunense a uma via - "Rua Assis Ribeiro", no centro da cidade, longa e bem movimentada).


O POPULAR, de 13 de outubro de 1901.
- A Câmara Municipal por proposta do vereador Alonso Diniz, aprovou a inserção na ata de seus trabalhos de um voto de profundo pesar pelo falecimento de Francisco de Assis Ribeiro dos Santos que foi o primeiro presidente da Câmara, depois do advento da República."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

João Braga

"Para substituir ao Dr. Costa Azevedo, foi eleito presidente da Intendência, o Dr. João Evangelista Ferreira Braga, médico residente na cidade, que deu um cunho todo político à sua administração, nada tendo feito, que nos conste, pelo progresso do Município e felicidade de seu povo. Pouco tempo durou a sua administração, durante a qual criou muitas incompatibilidades, de modo que, apenas afastado do cargo que o sustinha, se retirou para não mais voltar ao Município."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Apolinário Ribeiro da Cunha

"Tomaram parte, como jurados, na sessão do dia 10 de março de 1902, o seguintes: Jorge Engênio de Roure, José Bernardino da Silva Pilar, Joaquim da Costa Melo e Ismael de Almeida Rabelo (Itaperuna); Felismino Ferreira Campelo, João Rangel Sobrinho, Antônio Alves Pereira e Manoel José Vieira (Penha); Francisco Ferreira Paula, Antônio Pires do Couto Junior, Geraldino José Machado, Joaquim José Teixeira, Germano José da Neiva, José Garcia Bastos e macio Gonçalves da Silva (Laje); Manoel Cherubino de Araujo Freitas, e Antônio Sabino Ferreira, (Boa Vista); Moysés José de Souza, José Ferreira da Silva, Galdino Rosa de Carvalho, Agostinho José de Matos, José Alfredo Carneiro da Fonseca e Jerônimo Vicente de Menezes (Natividade do Carangola); Eloi Borges Moreira, Romão Alves da Silva Monteiro, Domingos Alves de Oliveira, Gaidino Gomes Pereira e João da Silva Brum (Porciúncula); João Carlos Machado, José Fileto Nery do Valle, João Vieira de Carvalho, Antônio Olímpio Pinto de Figueiredo e José Emílio Martins (Varre-Sai); Antônio Elias Ribeiro e Joaquim Elias de Vasconcelos (Santa Clara); Marciano Gomes de Aguiar, Luiz Tito de Almeida, José Macário Nunes de Menezes e Aureilano de Sá Viana (Sant'Ana do Itabapoana); Pedro Alves dos Santos, dr. Leônidas Peixoto de Abreu Lima, João Ferreira Condé, Ricardo da Costa Soares e Francisco Dutra de Morais (Bom Jesus do Itabapoana); Apolinário Ribeiro da Cunha, Joaquim Teixeira de Oliveira, Antônio Borges Ribeiro e Antônio Alves Pereira (Santo Antônio do Itabapoana).
- Em Campos onde residia ultimamente, faleceu no dia 25 de junho, de 1930, o Capitão Apolinário Ribeiro da Cunha, filho dêste município, onde por largos anos exerceu o cargo de fiscal do impôsto de consumo."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Cel. Macário Garcia de Freitas

"Fazendeiro e presidente da Câmara nos anos de 1898-9 e 1906, chefe de ilustre família itaperunense.

Em 1898, foi eleito presidente da Câmara, o Coronel Macário Garcia de Freitas, chefe do partido dominante, em colaboração com o seu irmão, Coronel José Tibúrcio Garcia de Mattos, abastado fazendeiro no distrito da Laje, onde gozava de real prestígio.
A ascensão do Coronel Macário à Presidência da Câmara, assinalou o promissor acontecimento de ser o primeiro filho do Município a galgar aquêle pôsto, e notabilizou-se por um notável surto de progresso, operando reformas adequadas, que lhe granjearam a auréola de administrador inteligente, trabalhador e honesto.
Dentre as leis e reformas liberais de utilidade pública que caracterizaram a sua gestão administrativa, destacam-se as medidas de profilaxia contra as febres palustres reinantes naquela época, e as leis liberais, sobresaindo a que concedia ampla autonomia financeira aos distritos, em cujo resultado o Coronel Macário depositava as suas melhores esperanças, como se pode depreender da apreciação que fêz no Relatório que apresentou à Câmara, em 1899, nos seguintes têrmos: - "Juntas distritais. Elaborado e aprovado pela Câmara Municipal o Regulamento das Juntas Distritais, espero que elas se reunam no corrente exercício, constituindo os distritos a sua economia administrativa. Benefícios deverão ser os resultados para os distritos, com a intervenção de suas Juntas Administrativas que comportam elementos dedicados à prosperidade dos centros rurais de nosso Município. Creio, pois, que, no correr dêste ano, fiquem completamente organizados os serviços distritais, funcionando com a harmonia necessária dentro da legislação do Município" -
Com essa lei, os distritos passaram a se governar com liberdade financeira, com surpreendentes resultados na prosperidade dos distritos, principalmente para os de maior renda e que melhor souberam aplicá-la.
Foi o Coronel Macário o único chefe do executivo municipal ,até então, que deu contas ao povo de sua gestão, publicando os "Relatórios" demonstrativos da aplicação exata e honesta das rendas municipais, durante o seu govêrno, cumprindo, assim, as imperativas determinações da Lei orgânica das Municipalidades, desprezadas pelos demais administradores locais.
No setor da saúde pública, tão duramente castigada pelas febres palustres, o Coronel Macário, tomou medidas enérgicas, fazendo esgotar as lagoas existentes nas imediações da cidade e das sedes distritais, que, a êsse tempo, era também assoladas pelo "colera-morbus"; limpeza das margens dos rios; desobstrução de córregos; fornecimento de remédios às populações pobres, e do quinino ao povo em geral, para o que conseguiu do govêrno do Estado o auxílio de ambulância provida de pessoal especializado, e de medicamentos, na visita a todos os lugares assolados pela epidemia.
Essas medidas, hoje reputadas pela ciência como as mais salutares em tais casos, valeram-lhe forte campanha de seus adversários, naquela época, os quais, subindo ao poder, no ano seguinte, as desprezaram por inúteis e dispendiosas, o que deu causa ao reaparecimento da malária com o seu cortejo de malefícios, espalhando a dor e o luto por tôda a zona ribeirinha.
Caídos no êrro, tempos depois, voltaram a adotar as mesmas medidas no Município, as quais foram seguidas daí por diante.
Como um preito de homenagem ao insigne filho de Itaperuna, cuja administração teve a colaboração dêste historiador, como seu secretário, é de justiça que esta terra seja agradecida a tão brilhante administrador.
Quando se verificou uma cisão na política do Estado, em 1899, entre o Presidente Alberto Tôrres e o chefe do Partido Republicano, Dr. José Tomás da Porciúncula, que chefiava a oposição (a qual por morte dêste passou a ser orientada pelo Dr. Miguel de Carvalho), o Presidente, em carta autógrafa, consultou ao Coronel Macário se queria chefiar a política dominante no Município, tendo êste respondido que ficaria com o seu chefe, qualquer que fôsse a sorte reservada à oposição.
O Coronel Macário Garcia de Freitas nasceu na freguesia da Laje do Muriaé, no dia 1 de abril de 1868, casando-se aos 21 anos, com D. Umbelinda de Cerqueira, filha do abastado fazendeiro, Sr. Francisco Antônio de Cerqueira, passando, anos depois, a residir na fazenda do Retiro, na localidade de igual nome, de onde se ausentou para Petrópolis, em busca de melhoras para a sua saúde, ali falecendo aos 58 anos de idade.
O Município contraiu uma dívida de honra com o Coronel Macário, pela elevação de vistas com que dirigiu os seus destinos administrativos e políticos, legando à posteridade um nome honrado e um exemplo de honestidade e virtudes cívicas, padrão de orgulho dos filhos desta terra. Essa dívida deve ser paga. Não basta o seu nome numa rua desta cidade. No centro da Praça da Liberdade, (hoje, Nilo Peçanha), a justiça da história, fará erigir o busto de bronze do digno filho de Itaperuna! "

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Nicolao Bastos Filho

"Vila de Comendador Venâncio
Os que mais fizeram pelo distrito: Podem receber a benemerência da população desta Vila, pelo muito que por ela fizeram, os nomes de: Comendador Venâncio José Garcia, Nicolau Bastos Filho, José Firmino Bastos, José Gomes Rosmaninho, Dr. José Bruno Garcia da Silveira, José Américo Garcia e Aarão Garcia. Os dois últimos, além de fazendeiros são valores intelectuais, aquêle como jornalista e êste como festejado poeta, que têm dignificado a terra onde nasceram e vivem.
Em 1908, convocou o respectivo vigário, uma reunião para se tratar de assunto tão importante. Com efeito, foi nomeada uma comissão paroquial, que tinha como presidente o Coronel Álvaro Augusto de Moraes Diniz; vice-presidente o Sr. Alexandre Cascardi; secretário o Sr. João Alberto de Mendonça; tesoureiro o Sr. João Francisco Ligiéro e procuradores os Srs. José Estevam Garcia Bastos e José Garcia Bastos. Essa comissão deliberou que fôsse a igreja reconstruída do modo seguinte: demolir e reconstruir parte por parte, levantando-se, afinal, um novo templo, e evitá-lo da praga do cupim. Foram logo começados os trabalhos que prosseguiram por algum tempo, com grande animação. No entanto, vieram a faltar recursos pecuniários, ficando por muito tempo paralizados os trabalhos. Porém, grande era a necessidade e ardente o desejo dos lajenses de verem a sua Laje com um templo digno de seu progresso e de sua padroeira, por isso, organizaram e empossaram uma nova comissão, em 6 de fevereiro de 1921, lavrando-se da reunião a seguinte ata: - "Têrmo de posse da Comissão de Concertos de matriz de Laje do Muriaé. Reunidos em casa de residência do padre João Batista dos Reis, os Srs. Álvaro Augusto de Moraes Diniz, presidente; João Francisco Ligiéro, tesoureiro; João Alberto de Mendonça, secretário e os Srs. vigário João Batista dos Reis, Major Carolino Gomes da Silva, Coronel José Tibúrcio Garcia de Matos, Capitão João Antônio de Moraes, Alfredo Abraão, Manoel Coelho Gabeto e diversas pessoas presentes ao ato, foi empossada a nova Comissão escolhida por unanimidade: no qual o Sr. Nicoláu Bastos Filho participou do conselho efetivo.
Como nos outros distritos do Município, êste, tem a sua fonte econômica na agricultura que é muito variada e pesa bastante na balança financeira da região. Os seus habitantes praticam com denôdo e inteligência a agro-pecuária. Onde se destaca o Sr. Nicoláu Bastos Filho como herdeiro do imóvel Fumaça com 232 hectáres."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

Dr. Costa Azevedo

"À frente da massa republicana, encontrava-se a figura ímpar do grande chefe municipal, Dr. Costa Azevedo, médico na Laje do Muriaé, o polarizador das mais sentidas aspirações dos itaperunenses daquela época. DR. COSTA AZEVEDO

Proclamada a República em 15 de novembro de 1889, foram dissolvidas tôdas as Câmaras, passando os Municípios a ser regidos por uma corporação denominada - Intendência Municipal -, cujos membros eram de nomeação do govêrno do Estado, sendo, dentre êles, eleito um presidente. Como era natural, aqui, essa escolha recaiu no nome do Dr. José Baptista da Costa Azevedo, chefe do partido republicano no Município, que também fôra nomeado intendente.
Infelizmente, a passagem dêsse grande político pelo govêrno do Município, foi efêmera, apenas esboçava a sua honrada administração em largos surtos de progresso, rompeu êle com o govêrno do Estado, exonerando-se do alto pôsto que dignificava.
Caráter impoluto, homem austero e brioso, não quiz Costa Azevedo dar a sua solidariedade aos atos do governador do Estado, Dr. Francisco Portela, os quais reputava prejudiciais aos interêsses do Estado, e passou, de novo, a chefiar a oposição, até que, com a deposição daquele governador, devido ao golpe de Estado promovido pelo Marechal Deodoro, com a sua conseqüente queda, subiu o Dr. Costa Azevedo, novamente ao poder, sendo eleito Deputado Federal, chegando a ser vice-presidente do Congresso Nacional Constituinte.
Impossibilitado de continuar a dirigir a política do Município, por se ter enfermado gravemente, passou o Dr. Costa Azevedo a sua chefia ao Coronel João Antônio Alves de Brito, retirando-se para o Rio de Janeiro, onde faleceu pouco depois, aos 40 anos de idade.
O Dr. Joaquim Maurício de Abreu, na sua primeira mensagem à Assembléia do Estado, ao iniciá-la, rendeu merecida homenagem ao ilustre morto.
Um outro nome que merece do Município de Itaperuna, uma homenagem póstuma, é o Dr. José Baptista da Costa Azevedo, fundador do Partido Republicano desta zona, que elegeu a primeira Câmara Republicana do Brasil em pleno regime monárquico, sendo êste um notável acontecimento que enche de orgulho as gerações que se vão sucedendo, e a história registra cheia de fé nos destinos do Município.
O Dr. Costa Azevedo faleceu em 1896, e sua espôsa em 1904, ambos no Distrito Federal."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

João Catharina Junior

"Encerrado o período adrninistrativo do Coronel Custódio Gonçalves Vieira, voltou o Sr. Buarque de Nazareth ao cargo de Presidente da Câmara, no qual se manteve sem interrupção, desde o ano de 1912 a 1919, quando foi substituído pelo Coronel João Catarina Júnior, que o exerceu até 1923, a contento geral. Homem criterioso e honesto, a administração do Coronel Catarina, se revelou pela mais criteriosa distribuição de justiça e aplicação das verbas destinadas às despesas da Câmara, de modo que mereceu a consideração e o respeito dos seus próprios adversários, que o tinham na maior consideração. Filho dêste Município, era o Coronel João Catarina, fazendeiro no próspero distrito de Bom Jesus do Itabapoana, no lugar denominado "Pirapetinga", onde faleceu pouco tempo depois de deixar a Presidência da Câmara, aos 56 anos, persumíveis, deixando uma grande e honrada prole."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)

 

João Carlos Machado

"1901-OUT. 20 - O vereador João Carlos Machado, refutando notícias, publicou o seguinte: "A renda verificada neste distrito (Varre-Sai), não tem excedido de cinco contos de réis, dos quais dois contos e quinhentos, pertencem á Câmara. Deduzidas as despesas com o fiscal (500$000); inspetor do cemitério (480$000); secretário da Junta, aluguel da sala para as sessões e expedientes (300$000), sobram para obras públicas e mais despesas 920$000. (Estas cifras se referem a ano e não a mês) ." Em 1901 era inspetor das escolas públicas, desta circunscrição, Lindolfo de Assis. 1902-JAN. 7 - Reuniu-se a Câmara Municipal, com a presença dos vereadores, dr. Antônio Barbosa Buarque de Nazareth, Álvaro Augusto de Morais Diniz, Pedro Gonçalves da Silva, dr. Joaquim Reginaldo de Azevedo Werneck, José Maria Boechat, Antônio Garcia Filho, Inácio Guedes Furtado do Leite, Antônio Ferreira Rabelo, João Carlos Machado, José Pereira da Cruz e Francisco Borges Sobrinho."

Fonte: A Terra da Promissão (Major Porphírio Henriques)