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Brasão Heráldico

1 - Origem
          O atual brasão heráldico do Município de Itaperuna foi instituído pela Deliberação no- 1531 de 27 de setembro de 1968, no governo do prefeito Orlando Tavares e sua descrição original foi publicada no jornal O Regional daquela data.

2- Descrição
          Escudo clássico partido. Na primeira faixa, de ouro, um monte de sable (negro) carregado de uma cruz latina de prata, orlado, no chefe e nos flancos de seis triângulos de blau (azul). Na segunda faixa, de goles, uma armadura de couro torcido, atravessada pôr duas flechas em aspa, tudo em ouro Partido de sinople(verde) com uma cabeça de boi de ouro e, em contra chefe, uma faixa de prata ondada de blau (azul). Como suportes, a dextra (direita) um feixe de espigas de arroz de ouro e a sinestra (esquerda) um ramo de café frutado nas suas cores naturais. Abaixo do escudo, listel de prata com a inscrição - Itaperuna, de goles (vermelho) e as datas 1536 - 1589. Em cima do escudo, coroa mural de prata, com cinco forres, símbolo de cidade.

3- Explicação
          É escudo clássico, sanítico ou francês, usado em heráldica no sentido de dar idéia de masculinidade: povo, país, chefe de Estado, cabeça de linhagem, chefe de família, conforme Gustavo Barroso, in introdução a Técnica de Museus, volume II, Rio, 1953.
          Quanto aos metais e esmaltes empregados no escudo (ouro, prata, blau ,goles, sinople, e sable) são representativos dos valores históricos, culturais, ecológicos; além de riquezas do Município. O monte de sable (negro) evoca à própria denominação do Município que, segundo estudiosos da tupinologia, significa Pedra Preta denominação que bem lhe cabe devido ao gnaisse negro sobre o qual assenta a povoação, ou como tapir-una ou tapir negro, designação correspondente à Pedra Elefantina nos limites de Minas Gerais com o município, de lambadas polidas e negras fazendo lembrar o dorso de uma anta, conforme atesta Alberto Ribeiro Lamego, in O Homem e a Serra, Rio, 1950, p. 290. A cruz latina lembra as origens cristãs da antiga povoação. Os seis triângulos em blau que orlam o chefe e os flancos do monte representam cada um dos seis distritos itaperunenses (1 - Itaperuna; 2 - Boaventura; 3-Comendador Venâncio -4 - Itajara; 5 - Nossa Senhora da Penha e 5 – Retiro do Muriaé).
          A armadura de couro torcido em forma de gibão atravessado por duas flechas em aspas rememora a fase do desbravamento e ocupação do território, destacando o trabalho destemido do bandeirante e a presença dos índios Puris, os primitivos habitantes de Itaperuna. A cabeça de boi evoca a pecuária como uma das principais atividades econômicas do Município. A faixa de prata ondada da blau (azul) simboliza o rio Muriaé, que nasce no Estado de Minas Geras, e tem, no Município, alguns importantes afluentes e quedas d'água. O ramo do café e o feixe com espigas de arroz que aparecem como suportes de escudo evocam dois dentre os principais produtos agrícolas de importância para a economia de Itaperuna. A data 1536 rememora a época em que a região fazia parte da Sesmaria doada a Pedro Góis da Silveira e, 1889 lembra que no dia 4 de julho Itaperuna elegia a primeira câmara republicana da História do Brasil e que no dia 6 de dezembro daquele mesmo ano de 1889 era elevada à categoria de cidade, daí a coroa mural de prata com cinco torres. (SNS)


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